domingo, 25 de abril de 2010

Metade

Eu perco o chão, eu não acho as palavras

Eu ando tão triste, eu ando pela sala
Eu perco a hora, eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim
Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio
Onde será que você está agora?
Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio


Onde será que você está agora?


Adriana Calcanhotto

terça-feira, 20 de abril de 2010

O fenômeno

A bebida virou mania nacional. Composta  de aguardente de cana, destilado alcóolico de cana-de-açúcar, água gaseificada, açúcar, acidulantes, estabilizante, conservador, sal e aroma natural de sabor  limão, maracujá ou tangerina.
Em garrafa ou latinha o Ice tomou conta das festas e do gosto popular, principalmente das mulheres. Ganhou rótulo de bebida feminina por ter uma concentração de álcool não tão alta, ter um gosto agradável, meio doce, enfim é o preferido da mulherada.
Não que os homens o tenham rejeitado, mas eles preferem a boa e velha cerveja ou o Red Label, que junto com o Ice virou música e o hit do carnaval 2010.
Pra eles o Ice é fraco e seriam necessárias muitas garrafinhas pra se chegar a um porre ou pelo menos a uma alegria momentanea.
O fato é que Ice é gostoso, faz bem de vez em quando pra levantar o astral e é o fenômeno do momento. Por isso eu recomendo: beba Ice, faz um beeeem!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Botafoguense por um dia

Sempre ouvi falar que existem duas grandes torcidas no Brasil, uma a favor do Flamengo e outra contra. Esta segunda é composta por todos os outros times do país que não simpatizam com a nação rubro negra. Ontem eu me juntei a eles.
Apesar de morar em um lar vascaíno, nunca fui daquelas filhas que torce pelo time do pai, diferente dos meus irmãos que amam de paixão a equipe curz maltina. Na verdade nunca fui muito chegada a futebol, pois não via sentido em passar mais de uma hora na frente da TV assistindo a um jogo, mas como gosto de experimentar coisas novas, de uns tempos pra cá passei a olhar com outros olhos a disputa em campo.
Quando trabalhava em um site jornalístico, fiquei um tempo atualizando a página de esportes e desde aí comecei a perceber essa onda de empolgação que une os torcedores. Meu interesse por esse esporte também se deve ao fato do crescimento do São Raimundo (meu único time) no ano passado que conquistou uma vaga na Série D e uma na Copa do Brasil. Pela primeira vez me vi em uma arquibancada de estádio pulando e torcendo que nem uma louca. É simplesmente muito bom!
Mas sim, voltando ao Botafogo. Ontem era dia de decisão no Rio e mais uma vez deu Flamengo e Botafogo. Eu estava sem fazer nada e resolvi assitir a partida com a minha irmã que como citei acima é Vasco, ou seja, contra o Flamengo. Como não torço por nenhum desses times grandes, iniciei o jogo no meio termo, mas como também não simpatizo nem um pouco com o time vermelho e preto ( para tristeza do meu namorado) me juntei a ela pelo Bota.
Mesmo sem saber diferenciar quando acontece um escanteio ou quando um lance está impedido, consegui visualisar que o Botafogo jogava com garra e força de vontade, afinal se ele ganhasse, era campeão estadual e pouparia outros dois jogos. Eles estavam com tudo e me deixavam com mais vontade de torcer.
Não posso negar que o Flamengo também jogou muito, afinal a partida foi disputadíssima, digna de uma final, mas dessa vez foram eles que saíram de cabeça baixa.
A minha irmã torcia muito, muito mesmo, parecia  que era Botafogo desde criança, acho que foi isso que me empolgou ainda mais. A maior frustração dela era porque o jogo deveria ser entre o time preto e branco e o da cruz de Malta, mas se o Vasco não tava ali, o Flamengo também não merecia, então, forças e torcida pro time do vovô.
A cada lance a favor do Flamengo, o juiz tava roubando na opinião dela, era mais uma roubalheira, como foi no jogo passado. Enfim, os dois pênaltis a favor do Bota foram muuuito comemorados, mas acredito que o melhor lance do jogo foi o que o Adriano perdeu. O imperador viu a chance de empatar esbarrar nas mãos Jefferson e no mesmo lance a torcida alvinegra já gritava ' É campeão'. Eu quase ensaiei um pulinho de comemoração. Minha irmã quase invadiu a televisão.
Foi um jogo verdadeiramente emcionante. Eles mereceram a vitória.
Após o término, começaram as mensagens de avacalhação aos flamenguistas da família. A Isabella( a protagonista da história) não poupou bônus da Vivo para isso. Ela adora quando o Flamengo perde!
Eu, continuo torcendo apenas para o Pantera, o São Raimundo daqui mesmo, mas ontem, somente ontem, eu fui Botafogo.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Uma tarde com o Caco

No último sábado (20) tive o privilégio de assistir a palestra do jornalista Caco Barcelos sobre Ética no Jornalismo. Foram quase quatro horas de muito assunto, dicas, informações valiosas e bate papo pra lá de interessante.
Caco contou um pouco de sua trajetória, seu modo de trabalho, o jornalismo ético e sem preconceito que ele defende com todos os argumentos; de como surgiu a idéia de criação do Profissão Repórter, os bastidores do programa, os critérios de seleção para os jovens participantes, dentre outras coisas.
Com formação acadêmica em duas áreas, iniciou no jornalismo impresso, onde atuou por 10 anos e mudou para o time da TV. Foi correspondente pela Globo em Londres e Paris e é o mentor do programa Profissão Repórter que de pouco em pouco e com muito trabalho ganhou seu espaço de 30 minutos nas noites de terça-feira na televisão. É autor dos livros Rota 66 e O Abusado.
Ele afirma que antes de levar a notícia para o ar, é preciso muita pesquisa, investigação e trabalho dobrado. Segundo Caco, a preparação de uma matéria, desde a checagem das fontes até a edição é feita pelos mesmos repórteres e cinegrafistas, o que leva em média quatro a cinco meses para chegar ao telespectador. Para ele, o método utilizado dá mais trabalho, no entanto é um produto de qualidade.
Quando questionado sobre as consequências do trabalho investigativo que faz, ele conta que já foi absolvido na justiça 18 vezes por processos que sofreu. Com relação a questão ética nesse ramo do jornalismo, em suas palavras "jornalismo investigativo não combina com polêmica", disse e completou que polêmica é sensacionalismo.
Entre as dicas, Barcelos diz que toda reportagem precisa ser contextualizada e que hoje o maior desafio do jornalista é trabalhar sem preconceito.
Esses foram só alguns dos assuntos falados na palestra.
Na platéia, alunos de jornalismo fascinados com o profissional inteligente e bem sucedido, além da imprensa em geral.
O encontro encerrou por volta das 21h e ninguém queria arredar o pé de lá. Era um dos momentos mais esperados, a foto com o Caco!
Eu que cheguei cedo pra ficar bem pertinho, sentei na segunda fila e não desgrudei os olhos dele. Foi uma palestra e tanto, sem exageros, a melhor que já assisti na minha área. Muito bom mesmo.
E é claro que eu me enfiei na multidão e consegui duas fotos, um autógrafo e de quebra um papinho com ele. Só pra destacar, ele puxou papo comigo! Ha ha ha ha.


Virei fã do Caco!


P.S.: nessa ele saiu olhando pro lado, mas eu consegui outra e fiz ele olhar pra câmera certa! hehe. Só falta pegar esta bendita foto.Logo logo eu posto

domingo, 7 de março de 2010

Por que o sangue vai para a cabeça quando se está de cabeça para baixo?

Isso acontece porque as veias da cabeça não possuem válvulas, responsáveis por empurrar o sangue para cima. Sem esse acessório, o sangue circula mais lentamente na região quando ficamos de ponta-cabeça. Mas por que então o sangue não se concentra nas pernas quando se está de pé? Porque as veias das pernas possuem válvulas, que ajudam na circulação. "Se o sangue de fato parasse na cabeça, nós morreríamos na certa", diz Ricardo José Gaspar, médico-cirurgião vascular e endovascular. "Quando estamos de ponta-cabeça, ocorre um aumento de pressão, mas depois o organismo se adapta, como acontece em atividades esportivas e circenses em que as pessoas ficam de ponta-cabeça." Por isso, não precisa fazer das tripas coração para ficar de pernas para o ar. Seu corpo dá um jeitinho.


Tirada da Revista Mundo Estranho.